“no mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso”
Guy Debort
Desde o primeiro ato contra as passagens, eu sabia que não eram apenas R$0,20. Sim, era o começo de uma busca que para muitos seria inalcançável. O movimento passe livre (MPL) iniciou a manifestação com o intuito de melhoria no transporte público e diminuição da tarifa. Há principio, seria retirar os vinte centavos acrescentados. Um pequeno grupo de interessados no movimento se uniu ao MPL e decidiu fazer uma passeata, que para todos ali faziam muito sentido, pois eles tinham ideais e pensamento próprio, o que prova o nível de conhecimento e entendimento no movimento e na política.
Até o quarto ato, as pessoas estavam acompanhando pela televisão e julgando aquele “pequeno grupo” pelos seus atos. Atos de “vandalismo”. O que eles não sabiam, era que tais atitudes eram cometidas por pessoas recebendo ordens de alguém, para estragar o que o governo não aprovava, assim, não ganhando força do povo. Ah, não posso deixar de dizer que a mídia contribuiu muito para que as pessoas acreditassem nisto, e manipulando; conseguiram. Só que no quinto ato, a rota e a policia militar não se contiveram as ofensas da população, e começou a atirar para tudo quanto é lado na Av. Paulista/Augusta/centro. Ali, muitos foram presos e feridos, dentre eles; jornalistas. Ah sim, pessoas arriscando suas vidas para executar seu trabalho. O que acontece é que quando somos atingidos por algo que não nos agrada, conseqüentemente iremos mostrar os fatos. Eu posso chamar isto de “teoria critica da sociedade”. Um pequeno grupo interessado em tal assunto tomou uma decisão e decidiu agir. Logo, cada integrante deste “pequeno” grupo espalhou a informação a seu modo de pensar, e este modo de pensar era semelhante a todos ali presentes. A partir daí, surgiu pessoas de todos os lugares, raças, tipos e ideologias.
Segunda-feira (17) ocorreu o “sexto ato contra as passagens”, e o motivo de muitos presentes, era a revolta, magoa e INDIGNAÇÕES de como aquelas pessoas haviam sido tratadas no dia 13. A mídia ao vivo divulgava para todo o Brasil o que acontecia no Lgo.da batata em SP,a mídia internacional mostrava apoio aos manifestantes e a policia divulgava em média 67 mil pessoas. Naquele pedaço havia no mínimo 130 mil pessoas com cartazes maravilhosos, mostrando a preocupação com o futuro de nosso país e notava-se que a felicidade era muito grande. Dizem que a união faz a força, e faz mesmo. Só que em meio a esta multidão,realmente o “pequeno grupo” que eu citei, era o realmente informado. Lindo e maravilhoso os jovens acordarem e saírem para as ruas em buscas de seus direitos, só que para fazer isto, deveriam estar cientes do motivo de suas presenças. Existiam pessoas cantando o hino nacional brasileiro, pessoas cobertas pela bandeira do Brasil gritando “eu sou brasileiro com muito orgulho com muito amor”. Á partir daquele momento surgiu a minha decepção e preocupação. Orgulho de ser brasileiro? Não, ali o nosso objetivo era ter orgulho do POVO brasileiro, era mostrar que o país tem sim condições de melhorias, ali queríamos expandir informação para o povo para que eles pudessem ver o que de fato acontece. Afirmo decepção, porque muitos ali não tinham noção de nada do que se passava. E o “grupo informado” ficou desapontado pela atitude de patriotismo exagerado e orgulho exacerbado pelo país onde nasceu.
Embora esses defeitos tivessem afetado a minoria, cada pessoa ali teve seu espaço e importância, afinal devido á grande quantidade de pessoas nos dois atos seguintes; ganhamos a causa e a passagem voltou a ser R$3,00. Pronto, o MPL seria a causa para o povo acordar e agir. Depois deste ganho, manifestação virou a “moda do momento”, e para cada problema social existe uma. Só vamos com calma povo brasileiro, pelo visto, ganhamos a “luta” e não a guerra. Para os informantes, algo muito forte esta por vir, e todos terão que estar preparados para ir pra rua.
MLC
26/06/2013
Se em um instante se nasce e um instante se morre,um instante é o bastante para a vida inteira. Cecília Meireles
segunda-feira, 8 de junho de 2015
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Sentimentos da madrugada
Madrugada,
boa hora pra pensar
Refletir
sobre a vida e quais decisões devo tomar
Estou
perdida no tempo, sem rumo e sem direção
Peço a Deus
uma força pra alcançar a salvação
Agradeço há
alguém, só não sei a quem
Por ter
errado e pessoas magoado
Assim
aprendi e amadureci
Para esses
erros nunca mais eu repetir
Quero saber
do amor que pode revolucionar
Aquele que sentimos
sem medo de arriscar
Mostramos
aos outros e é de coração
Pois um
sentimento desse não é pra qualquer um não
Quero saber
também de ter muita calmaria
Enchendo
assim, minha vida de alegria
Pra eu
poder meu filho criar
E ter uma família
para poder estruturar
Nunca
pensei em escrever nada disso
Simplesmente
a insônia da madrugada me faz sentir
Que eu
tenho uma missão que devo cumprir
Aqui estou
pra espalhar o amor
E mostrar
para todos que há nada leva o rancor
Carolina Martins
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Amar é saber aceitar e perdoar
Eu fico
pensando e refletindo o porquê o ser humano precisa perder algo- não
necessariamente sempre- para perceber a falta que aquilo lhe faz. Completam-se
um mês de agonia, tristeza, saudade e vazio. Um dos piores meses da minha vida,
sem dúvida.
Consigo
sentir meu coração palpitar a todo instante, como naquele começo de relacionamento,
que tudo bate forte e causa borboletas no estômago; é paixão. Sentir isso todos
os dias pela mesma pessoa pode ser caracterizado como amor, aquele que você
suspira, sente a todo o momento a falta da pessoa amada, e quer estar perto a
toda hora para compartilhar todos os momentos da sua vida.
Chega um
momento em que dizemos amar alguém mais do que nossos próprios pais. Acho que isso
é porque escolhemos alguém para estar ao lado até o fim de nossas vidas, alguém
que chamaremos de fiel e companheiro, sendo assim, participará do fim da vida
daqueles que nos trouxeram ao mundo. Esse deve ser o propósito do
relacionamento: amar e ser amado até o nosso ultimo dia.
O problema
do amor é que ás vezes ele é tão puro e sincero, que palavras ditas a momentos
de pura insensatez não são perdoadas, e sim julgadas e ditas imperdoáveis. Mas
e o que seria dos bons momentos se os ruins não viessem? Não haveria
maturidade, crescimento e muito menos aprendizado. Amar também é perdoar e
aceitar os defeitos, esse é o fardo mais bonito de se permitir ser amado.
Eu? Há, eu
quero simplesmente viver um grande amor, o grande amor; sendo clara: o certo
amor. Almejo a felicidade e a paz, para que assim viva uma vida saudável e com
calmaria, para o resto da minha vida, sabendo lidar com difíceis situações e
com um crescimento pessoal. Sinto isso acontecendo a todo instante numa absurda
velocidade, e eu gosto. Eu perdoo, mesmo não sendo recíproco. Eu aceito, mesmo
não sendo aceita. Só quero lhe dizer meu amor, que eu te amo!
Carolina Martins
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O inopinado de amor eterno
Hoje eu agradeço
por em Deus acreditar, senão juro por ele que não sei de onde tiraria forças
pra continuar. De um ano pra cá minha vida deu uma grande reviravolta, que até
pouco tempo eu julgava a pior fase dos meus quase vinte e um anos. Mas ai
chegou a noticia de algo que mudaria a minha vida, que modificaria meu ser
interior, alterando minhas atitudes e quem sou em grande velocidade; meu filho
(a).
Estou criando
aquele momento a qual a mente exige um tempo, a alma pede calma e o coração
pede paz. Numa proporção tão grande numa velocidade inacreditável as coisas
vieram a acontecer, sem eu esperar, seu eu saber e sem eu querer. E por
incrível que pareça foi o inopinado mais incrível de toda a minha vida.
Tudo que
faço é pensando nesse bebê que está a caminho, nessa preciosidade que de presente-
de fato o melhor que eu poderia receber- estou ganhando da vida. É um amor que
sinto do peito para fora ao qual me sinto impotente para controla-lo, ainda
bem, eu não quero que ele tenha fim.
Acredito
que para amar ao próximo, devemos nos amar primeiro, e que a felicidade não
pode depender de outro alguém, até você sentir algo se mexendo dentro da sua
barriga. É um sentimento incontrolável, e disso eu vou depender o resto da minha
vida, ou melhor, ele dependerá por muitos anos de mim, também.
A
preparação para ser mãe não existe, não tem explicação. È vivendo que se
aprende, é sentindo que se cria, é lutando que se vence e é nascendo que se
aprende a amar. Diante de Deus posso me ajoelhar e prometer o seguinte: daqui
em diante minhas atitudes serão pensadas milhares de vezes antes de serem
tomadas. Minha vida refletirá naquele que mais amo e meus esforços serão para que
ele (a) seja uma ótima pessoa e tenha simplesmente a maior sofisticação da
vida; a felicidade.
Carolina
Martins
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Quem sou eu?
Pergunto-me
todos os dias se todo ser- humano tem dúvida de quem ele é. Sim, saber seus
princípios, objetivos, sonhos e o que julgo mais importante; a personalidade.
Quem sou eu? O que quero? Como será a minha vida? O que pretendo
profissionalmente? Não sei. Não sei se essa é a resposta de todos ou não sei se
essa é apenas a minha resposta.
Se todos
soubessem o seu futuro, talvez os momentos não tivessem tanta significância,
tanto boa, quanto ruim. Ruim porque saberá reconhecer o que é um bom momento.
Ao mesmo tempo em que sei reconhecer meus gostos, pergunto-me o porquê deles.
Ao ler esse texto, pode ser que se depare com palavras de uma louca que não
sabe reconhecer o próprio eu. Por outro lado, pode reconhecer palavras dentro
de você, e ver que suas dúvidas são propriamente comuns, ou que você é louco (a)
também.
Aos meus
poucos inexperientes vinte anos de idade, pude descobrir que o maior mistério
da vida é se conhecer, aliás, tentar se conhecer. Acho que morremos com dúvidas
sobre nós mesmos, e muitas vezes, por medo de libertar algo de você que é inaceitável.
A questão é
que quero ser algo que não consigo ser, e sou tudo aquilo que nego em mim, e no
próximo. Isso me faz refletir sobre defeitos, meus e dos outros. De vez em
quando me encontro em momentos de total desprezo sobre mim mesma. Aponto coisas
que escondo atrás do espelho, há pessoas próximas á mim, e escondo qualidades
que tenho medo de espalhar mundo á fora. Pessoas perdem muito tempo de suas
vidas criticando a vida alheia, para não ter que criticar suas próprias vidas.
Logo, recusando sua melhoria sobre quem ser e quem é.
Na verdade,
se reconhecer é a maior meta da vida. Preciso me aceitar como pessoa, me dar um
tempo dos outros, do mundo e de tudo. Um tempo para me descobrir, um tempo para
saber quem sou, e principalmente aprender a aceitar o meu eu, assim procurando
evoluir como pessoa. Não necessariamente nessa ordem.
Por Carolina Martins
Ah, o amor
Começar um
relacionamento a dois significa um novo ciclo que se inicia, onde se espera
compartilhamento de coisas boas, como de coisas que possam ser negativas
também. Estar ao lado de alguém, demonstra amor e carinho, com limitações de respeito
e liberdade. Um leque para se abanar pode ser comparado a esse tal “amor” que
tantos por ai dizem sentir. Suponhamos
que o leque tenha quatro divisões, e o suporte onde seguramos a qual podemos
caracterizar como amor. Do lado esquerdo, existe respeito e carinho. Do lado
direito companheirismo e confiança. Esses componentes são os que seguram um
relacionamento (e o leque), baseado no suporte (amar), e, sem eles não há como
levar nada a diante. Relacionar-se com
alguém não é apenas ter afeto pela pessoa amada, e sim com sua família e
amigos. Exige paciência, determinação, pensar para dói;amar.
Ser solteiro
é muito fácil, viver em liberdade, mais ainda. Amar e ser amado são para
aqueles que não têm medo de errar e coragem para arriscar. Medo de não ser
aquela pessoa, coragem de seguir com ela. Há um filosofo por ai que em uma de
suas citações afirmou que “os três primeiros anos de relacionamento são
paixões, depois surge o amor”. Há quem também afirme que “o amor vira um
comodismo após um determinado tempo”. Ual, mais que comodismo apaixonante!
E o que é o
amor? Nunca ninguém definiu, justamente por dizerem que esse sentimento só se
expressa quando se é recíproco. O único
sofrimento ao amar, é não ser amado. Sempre se dê oportunidade para receber o
amor. Amar incondicionalmente, a si mesmo e aos outros, como se não houvesse
amanhã.
Vivamos. Para
apaixona-se todos os dias por pessoas, coisas e até mesmo simples momentos.
Friedrich Nietzsche já dizia: ou livros, ou amar. Então escolha o amor. A
felicidade está na simplicidade, e o ser- humano procura isso sua vida toda.
Trabalhe, estude; ame. Sorria, chore; ame. Dance, beba; ame. Durma, descanse,
viaje; ame. Não necessariamente nessa
ordem.
Carolina Martins
sexta-feira, 9 de maio de 2014
O segredo da felicidade por palavras de uma amadora
A cada dia
que passo me pergunto o segredo da felicidade. As dificuldades fazem parte do
processo de aprendizado, a qual todos devem passar para obter o objetivo
desejado. Mas, se dizem que ninguém é feliz sozinho, porque todos questionam
que não é necessário ter ninguém para ser feliz?
Do escritor francês Guy Debord, parto de um pressuposto que diz: num mundo
totalmente revirado, o verdadeiro é um momento do falso. Então, os momentos com
aquele que posso dizer me fazer feliz, são apenas momentos e não dependerá da
minha felicidade? Ou é um bom momento para eu poder rir e dizer “estou feliz”?
De momentos
há momentos, me sinto numa caixa grande, funda e vazia na qual uma corda
pendurada é o meu refúgio para abrir os braços e abraçar o mundo. Mas, o meu
problema é que essa corda possui liquido, um liquido que nunca acaba e não
consigo subir. Bato a cada lado dos quatro que essa caixa tem até me cansar,
sentar e chorar achando que para meus problemas serem resolvidos, o segredo é
desistir de ser feliz e suportar o que tenho até o fim de meus dias. Depois, surge força que até com meu próprio
ofego posso soprar a corda para secá-la e subir, me sinto bem, abraço o mundo,
as causas, os bons e maus momentos e assim me sinto feliz.
Qual é, sou
louca? A cada momento sou de um modo e me sinto doutro aos poucos tempos. É como se fosse uma partida de futebol: você faz um gol e se anima para continuar
jogando, mas se meu time toma um gol, o time desanima para continuar tentando,
parece que o jogo acaba naquele gol adversário.
Nesse momento
me convence o fato de que “ser feliz” são puras palavras de máscaras que
pessoas vestem para não serem afetadas pelo próximo. Otto diz em uma de suas
músicas que “felicidade, não existe, o que existe na vida são momentos felizes”,
e eu concordo. Parece que o negócio é saber como administrar seus momentos,
sentimentos e seu próprio eu. Mas importante que isso, é se conhecer, se amar e
se respeitar, para que seu relacionamento alheio seja ao menos suportável.
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